Empreendedorismo feminino ganha destaque na Acismo
Aproveitando todas as comemorações e homenagens alusivas ao Dia Internacional da Mulher, na última sexta-feira, a Associação Empresarial de São Miguel do Oeste (Acismo) colocou em evidência o impacto do empreendedorismo feminino no associativismo e na construção da sociedade. Por meio de depoimentos, mulheres empreendedoras destacam a importância desse papel, revelando desafios superados e inspirando outras mulheres a trilharem caminhos próprios no mundo dos negócios.
De acordo com dados do Sebrae, mais de 10 milhões de empreendimentos no Brasil são liderados por mulheres, representando 34% do total de negócios. Apesar do número expressivo, há espaço para crescimento e maior equidade de gênero nos setores empresariais.
Uma pesquisa do Sebrae, em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, revela que, durante a pandemia, 71% das mulheres utilizaram recursos próprios para inovar em seus negócios, enquanto apenas 63% dos homens relataram investimentos semelhantes. Na Acismo, o empreendedorismo feminino é uma pauta constante, incentivado tanto por ações da entidade quanto pelos núcleos do Programa Empreender, especialmente o Núcleo da Mulher Empreendedora.
Recentemente, durante o evento Conecta Acismo, mais de 70% dos mais de 100 novos nucleados são mulheres. A coordenadora do Núcleo da Mulher Empreendedora, Larissa Bitencourt, destaca a relevância do engajamento feminino e o que isso representa:É importante que as mulheres entendam a força que têm e como isso pode influenciar positivamente na nossa sociedade. No núcleo, podemos trocar experiências, debater ideias e construir ações que reflitam em conquistas para todas as empreendedoras, comenta.
Camila Berti, integrante do Conselho Diretor da Acismo, destaca a importância da representatividade e do ambiente propício para trocas e negócios. Quando se fala no empreendedorismo feminino, trata-se de apoiar, indicar, prestigiar. Quando uma empresária vence, todas ao seu redor crescem. E o núcleo torna-se um espaço de representatividade, visibilidade e desenvolvimento de liderança”, destaca.
Moyra Romani Wandscheer compartilha sua jornada, ressaltando os desafios e o papel do associativismo. Durante minha caminhada, me envolvi no associativismo e ali, além de encontrar outros empreendedores enfrentando os mesmos desafios que os meus, me reconheci nas mulheres que ali estavam. Juntas, nós nos fortalecemos e nos reforçamos, sendo incentivo, carinho e acolhida”, comenta.
Já a advogada Daniela Enderle refletiu sobre a jornada empreendedora e a necessidade de respeito e acolhimento. Ser escutada e respeitada, como tendo uma opinião e não apenas por ser um objeto. Inspiramos mulheres a empreender quando mostramos nossa vulnerabilidade e fraquezas. Além disso, precisamos nos preparar para atuar no mercado, entendendo a imprevisibilidade do empreendedorismo, a importância de conhecer todos os processos da empresa, valorizar a equipe e enfrentar os desafios atuais”, lembra.
A advogada e coordenadora do Nucleo de Jovens Empreendedores, Gabriela Favero, contextualiza a evolução das mulheres no empreendedorismo, destacando conquistas recentes. Passamos de coadjuvantes para protagonistas, e essa alteração de papéis gera impactos em toda a sociedade. Em um aspecto local, o Núcleo de Jovens Empreendedores tem mais da metade de seus nucleados composto por mulheres”, ressalta
Pamela Schons aborda os desafios internos do empreendedorismo feminino e a importância de apoio. Inspiramos mulheres quando mostramos nossa vulnerabilidade e fraquezas, pois mostramos que não precisamos dar conta de tudo, e a importância de dizer não. É importante, ainda, o respeito, a escuta e a solidariedade entre as mulheres empreendedoras para questionarmos os padrões impostos pela sociedade”, afirma.
Para Joice Valar, ser uma mulher empreendedora é, antes de tudo, sentir-se uma realizadora. Fomos entendendo que apoiar as empresas com método e tecnologia geraria retorno financeiro. Precisamos transformar episódios difíceis em impulsos para criar uma empresa focada no bem-estar e na valorização das pessoas. E as mulheres estão cada vez mais se especializando nisso”, salienta.
Para o presidente da Acismo, Giovanni Gobbi, a importância da mulher vai além da construção de sociedade mais igualitária e no empreendedorismo. “É preciso valorizar as histórias e lutas das mulheres, além de apoio e reconhecimento para impulsionar ainda mais a participação da mulher na sociedade. Hoje, a maior parte do Conselho Diretor da Acismo é composta por mulheres, assim como acontece nos núcleos do Programa Empreender”. Destaca. A Acismo, reafirma o compromisso de continuar promovendo a equidade e incentivando a participação ativa das mulheres no cenário empresarial. Vejo o futuro com otimismo, reconhecendo que o empoderamento feminino não apenas fortalece indivíduos, mas contribui para o desenvolvimento sustentável da comunidade empresarial como um todo”, finaliza.
Publicado: 11 de março de 2024 às 00:00