Presidente da ACISMO participa de Audiência Pública e reforça necessidade de investimentos em infraestrutura viária no Extremo Oeste
Audiência pública e reforça a urgência de investimentos nas rodovias do Extremo Oeste, especialmente na BR-282, BR-163 e Willy Barth.
O presidente da ACISMO Giovanni Gobbi, participou da audiência pública realizada na Câmara de Vereadores de São Miguel do Oeste, que reuniu autoridades e lideranças para tratar da situação das rodovias na região, especialmente da BR-282, BR-163 e do trecho Willy Barth.
Durante sua participação, Giovanni Gobbi destacou a importância da Audiência Pública como espaço para esclarecer informações relevantes à comunidade, muitas vezes desconhecidas pela população em geral. Ele ressaltou a atuação da ACISMO e do sistema FACISC no acompanhamento contínuo das demandas regionais, reforçando o papel do associativismo empresarial na busca por soluções estruturais.
Gobbi chamou a atenção para o fato de o DNIT ser uma instituição ligada ao Ministério dos Transportes, sendo que o Superintendente de Santa Catarina, Alysson de Andrade, é o único técnico de carreira na função de Superintendente, atuando há 18 anos na engenharia do DENIT, ele é reconhecido pelos números que executa como o maior executor de orçamento do Brasil. Esse perfil tem contribuído para que o estado se destaque na execução de recursos federais inclusive absorvendo verbas não utilizadas por outros estados o que demonstra eficiência administrativa, mas não resolve o problema central da região: a escassez de recursos alocados pelo Ministério dos Transportes.
O presidente da ACISMO afirmou que a maior parte dos trechos críticos da BR-282 e BR-163 está concentrada justamente no Extremo Oeste, de Maravilha a São Miguel do Oeste e até Guaraciaba. Embora o trecho da Willy Barth já tenha projeto de reestruturação orçado em R$ 25 milhões, o recurso ainda não foi conquistado. A proposta é utilizar a mesma tecnologia aplicada no trecho urbano de Pinhalzinho, com custo estimado de R$ 2,5 milhões por quilômetro.
Enquanto não é possível realizar toda a obra necessária de reestruturação da via, está prevista apenas uma ação de tapa-buracos, que não resolve o problema estrutural da via. “É uma solução provisória, que ameniza os impactos por algumas semanas ou dias, e daqui a pouco estraga de novo.”, alertou Gobbi. A complexidade da obra é elevada devido às diversas redes subterrâneas existentes, o que inviabiliza, por exemplo, o uso de pavimento rígido (pista de concreto) em todo o trecho da Willy Barth.
Outro ponto destacado foi a possível municipalização da Willy Barth que vai ter um maior custo do que o atual para a prefeitura, mas irá atender melhor a comunidade, diante de pontos que compõe esta negociação, está uma completa reforma do trecho, redução e construção de novos pontos de acesso entre os bairros, reduzindo a quantidade de acessos, que são hoje grandes causadores de acidentes, bem como o estudo e realização de projeto de um contorno viário.
Para Giovanni Gobbi, a falta de consenso e projetos de engenharia do contorno viário que teria o objetivo de retirar os veículos de transporte pesado da área urbana de nosso município, acabou nos deixando sem investimento do pavimento rígido no trecho da Polícia Rodoviária de Guaraciaba até a Willy Barth, “Nem projeto no papel existiu, o que impediu qualquer tentativa de buscar recursos para execução”, lamentou.
Ao final, Gobbi reforçou o compromisso da ACISMO e das demais entidades representativas em continuar pressionando as autoridades e articulando soluções conjuntas. “Já estivemos mais longe. Hoje temos o concreto de Guaraciaba a Dionísio, tecnologia definida, e o que falta é orçamento. Vamos continuar trabalhando para que essas obras saiam do papel e contribuam para o desenvolvimento de toda a nossa região”, concluiu.
Publicado: 05 de maio de 2025 às 18:00