​Nota FACISC sobre o aumento dos impostos

Última atualização: 17/09/2015 12:00:00

Diante dos aumentos de tributos e
corte de gastos anunciados na segunda-feira pelo governo federal, incluindo a
tentativa de ressuscitar a CPMF a FACISC declara que é contra a qualquer tipo de
medida que venha para onerar ainda mais a classe empresarial e a
sociedade.

Estas medidas são mais uma prova dos
resultados da má gestão do dinheiro público e uma conta pesada que virá para os
empresários e a sociedade pagarem. Por isso, acreditamos que aumentar a
arrecadação não resolverá a situação em que o País se encontra, pois o
crescimento não retornará aumentando a carga tributária. Há muita coisa para ser
feita, como uma reorganização da máquina pública e um plano de desenvolvimento
de longo prazo para a retomada do crescimento.

Com a volta da CPMF o governo estima
que aumente em 32 Bilhões de reais de receitas, isso representa aumentar
praticamente 0,35% do PIB em carga tributária. Já temos uma carga tributária de
36,5% do PIB e o retorno da CPMF aumentaria mais em 0,35% esse percentual, o que
na prática irá onerar ainda mais tanto a classe empresarial como a trabalhadora.
Para que isso?

Dados do Cadastro Geral de Empregados
e Desempregados (CAGED) mostram que só entre janeiro e julho de 2015 o saldo de
vagas fechou negativo em – 494. 386 no Brasil. Para o mesmo período, pela
primeira vez no ano em Santa Catarina esse número também foi negativo (-1.533).
Entre o setor que fechou com o saldo mais deteriorado tanto no Brasil como no
estado de Santa Catarina foi o Comércio (-214.145 e -11.016
respectivamente).

O momento é preocupante e de ação
direta e estratégica. Os empresários estão sufocados com a questão fiscal que
tem contribuído na perda da competitividade das empresas brasileiras e
catarinenses, que têm feito esforços muito grandes para sobreviver, pois a
medida aprovada no Senado que trata da reoneração da folha de pagamentos,
agravará ainda mais a situação do mercado de trabalho e da situação do setor
produtivo.

Diante disso, a FACISC defende uma
gestão mais eficiente dos recursos públicos e que o governo passe a fazer a sua
parte, cortando gastos como cargos comissionados, cartões de crédito e outros
benefícios garantidos a uma minoria, para que haja um controle verdadeiramente
rígido dos recursos que mantém. Pois não é taxando a classe empresarial, a
verdadeira classe geradora de riqueza e renda que o Brasil voltará a crescer.

O governo precisa agir urgente para
que no final das contas não venha ser o próprio gerador do definhamento do
sistema empresarial que contribui incisivamente com a economia do Brasil, além
disso, que é esse sistema o principal mantenedor da própria arrecadação do
governo, se é que param para analisar essa questão.

André Gaidzinski, presidente da FACISC
em exercício

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